Plantão de Notícias

04/07/2011

Fonte:

Jornal do Comércio - RS


Por um envelhecimento digno e saudável
Porto alegre - Em 2050, o Brasil deverá ter 63 milhões de idosos. Para entendermos a proporção desse número: em 1980, o Brasil tinha 10 idosos para cada 100 jovens; em 2050, serão 172 idosos para cada 100 jovens. O Rio Grande do Sul contribui bastante para esse quadro, pois registra uma das maiores proporções de idosos dos estados brasileiros. E Porto Alegre é agente principal na realidade gaúcha.
Hoje, cerca de 15% da população de Porto Alegre têm mais de 60 anos. Em 10 anos esse número aumentará significativamente. Precisamos, então, pensar as consequências dessas mudanças e planejar ações e políticas públicas para a terceira idade. Por reconhecermos a importância do tema, temos provido, desde 2009, seminários através do mandato. Em abril falamos sobre esporte, cultura e lazer na conquista da qualidade de vida. Em outras edições falamos sobre sexualidade, dependência química e temas relativos ao envelhecimento saudável.
Nesta sexta-feira, 1/7, acontecerá mais um seminário sobre trabalho e geração de renda. Por que tratamos do envelhecimento saudável? Porque entendemos que é preciso planejamento para a garantia de uma aposentadoria digna a todos e porque a realidade deixa muito a desejar. Precisamos de um olhar especial para o público da terceira idade. Minha preocupação se dá, também, porque não vejo em Porto Alegre espaços públicos que permitam a presença de idosos. Nossos parques e praças são mal iluminados e deficientes em segurança, boa parte do passeio público da cidade apresenta irregularidades, o transporte público deixa a desejar e a acessibilidade também apresenta deficiência. É preciso que criemos condições para que os idosos vivam sua cidade. Um bom exemplo são as academias de saúde, projeto do Ministério da Saúde que prevê a construção de espaços públicos para o desenvolvimento de atividades físicas, lazer. Além de promoverem saúde e bem-estar (benefícios do esporte), as academias permitem uma maior interação com a cidade e reforça a convivência social. Uma mudança se faz necessária. Como podemos avançar? Com ações simples como garantir prioridade nas consultas para idosos nos postos de saúde; com mais espaços públicos de lazer; com a promoção da inclusão digital; e com a construção de abrigos especializados para o acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade. Muito pode e precisa ser feito. É preciso garantir uma cidade de todas as gerações.


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