Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012 será assinada pela Contraf/CUT e Fenaban nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, dia 21 de outubro, às 14h, em São Paulo (SP), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinam a Convenção Coletiva Nacional de Trabalho 2011/2012, que finaliza uma greve nacional vitoriosa da categoria bancária, incluindo trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país. O documento também será assinado pelos sindicatos filiados à Contraf/CUT e pelas demais entidades sindicais de bancários do país.
A previsão é de que os bancos creditem o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até o dia 31 de outubro. O acordo negociado entre bancários e banqueiros prevê que a PLR seja paga 10 dias corridos após a assinatura da convenção coletiva.
Assim, serão depositados 90% da regra básica da PLR, que corresponde a 54% do salário mais valor fixo de R$ 840,00, limitado a R$ 4.696,37. Também será paga a primeira parcela do adicional da PLR com distribuição de 2% do primeiro semestre de 2011, podendo chegar a R$ 1.400,00 para cada bancário.
A campanha salarial deste ano garante reajuste salarial de 9%, com aumento real de 1,.5%. Ficam também assegurados a valorização do piso da categoria em 12%, passando para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%), e uma PLR maior, com aumento da parcela fica da regra básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).
Na folha de pagamento de novembro serão creditadas as diferenças pela aplicação de reajuste nos salários, nos tíquete-refeição e na cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro. Foram conquistados ainda avanços sociais, como a cláusula que proíbe a divulgação de rankings individuais de bancários, de modo a frear a cobrança das metas abusivas e combater o assédio moral. Os bancos ficam coibidos ainda do transporte de numerários por bancários, serviço que deve ser realizado por vigilantes, conforme a lei federal nº 7.102/83.
Não haverá desconto dos dias de greve. O acordo prevê compensação de até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até a data de 15 de dezembro.
Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, a Convenção Coletiva Nacional deste ano sacramenta mais uma campanha salarial vitoriosa dos bancários, apesar do cenário econômico e político adverso. E acrescenta: "Derrotamos a visão equivocada de setores do governo e do empresariado de que salário gera inflação. E garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda".
De acordo com o presidente da Contraf/CUT, a assinatura do CCT concretiza as conquistas da maior greve dos bancos das últimas duas décadas, significando mais um passo firme na luta dos trabalhadores por emprego decente.
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