Cada vez menos fundos de pensão usam a taxa de juros de 6% como parâmetro de remuneração que, acrescido de um índice, funciona como o mínimo atuarial a ser superado nos investimentos de seus planos de benefícios definidos (BDs). Pelo último dado disponível, 61% das entidades a utilizam, contra 73% no ano anterior, mostra o Relatório de Atividades de 2010 da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).
Essa redução na taxa de juros definida como piso expõe as estratégias dos fundos de se prepararem desde já para o esperado corte na remuneração da renda fixa, algo que em parte já se materializou no passado recente mas se espera que irá se concretizar com mais força a partir do médio prazo.
O relatório mostra ainda que ”53% dos planos utilizam a tábua AT-83, com expectativa de vida na idade de 60 anos (e60 de 19,83 anos) seguida pela AT-2000 (com e60 de 23,38 anos), em uso em 37% dos planos”. O texto ressalta ainda que, “observa-se migração da tábua AT 83 (de 61% para 53%) para AT 2000 (de 29% para 37%)”.
Novas entidades e planos - Em 2010 foram autorizadas quatro novas entidades, das quais duas são patrocinadadas (Futura II - Sociedade de Previdência Complementar e Toyota Previ - Entidade de Previdência Complementar) e duas instituídas (Sociedade de Previdência Complementar Sul Previdência e Mútuoprev - Entidade de Previdência Complementar).
Foram aprovados 52 novos planos de benefícios, dos quais 45 patrocinados e sete instituídos, sendo cinco planos estruturados na modalidade Benefício Definido, 36 na de Contribuição Definida e 11 na de Contribuição Variável.