Três fundos na revolução da biotecnologia
O que você acharia de, em vez de aplicar em ações, imóveis, títulos públicos e debêntures, colocar seu dinheiro em bactérias? Estranho? Pois é isso que um grupo de investidores decidiu fazer. Por meio do fundo de investimento JB Venture Capital, os fundos de pensão Postalis (Correios), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal), a Banco do Brasil Investimentos, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e uma pessoa física estão investindo R$ 15 milhões para comprar uma participação na SuperBac, uma "fabricante" de 8 mil tipos de bactérias.
A diversificação de portfólio desses investidores pode parecer um tanto esdrúxulo à primeira vista, mas, para eles, essas bactérias representam hoje uma chance de ganhar dinheiro no futuro. "Enxergamos que todas as indústrias vão passar por uma revolução a partir da introdução da biotecnologia", afirma Peter Jancso, da Jardim Botânico Investimentos, companhia responsável pela gestão do fundo JB Venture Capital.
O negócio da SuperBac é identificar e reproduzir bactérias que possam ser usadas em processos industriais ou até em tarefas do dia a dia de forma sustentável. "Não inventamos nada. Tudo já foi fabricado pela natureza. Apenas descobrimos quais bactérias conseguem tratar resíduos e viabilizamos o uso delas pelas pessoas", diz Luiz Chacon Filho, fundador da SuperBac.
Atualmente, a produção da SuperBac é feita em duas fábricas no exterior: a Bio-Green Planet, nos Estados Unidos, e a Live Systems Technology, na Colômbia. Em ambas, ela detém 10% de participação. De acordo com o crescimento da demanda, o plano de Chacon é erguer uma unidade no Brasil. (Terra Notícias)
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