Plantão de Notícias

23/07/2010

Fonte:

Fenae Net


Conselho Deliberativo deflagra debate sobre a criação de Ouvidoria na Funcef

Na reunião ordinária que fará em agosto, Conselho Deliberativo da Fundação poderá avançar nas definições que darão viabilidade a essa nova estrutura

Em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira, dia 22 de julho, em Brasília (DF), o Conselho Deliberativo da Funcef fechou entendimento de que a criação de Ouvidoria contribuirá para o processo de modernização da gestão e para a melhoria do relacionamento com os associados da Fundação. O assunto foi pautado para a reunião ordinária de agosto, podendo avançar para as definições que darão viabilidade a essa nova estrutura.

A conselheira eleita Fabiana Matheus esclareceu que a posição do movimento dos empregados e aposentados da Caixa em relação à Ouvidoria vem sendo amadurecida em debates travados ao longo dos últimos anos. Tanto que, segundo ela, a proposta de criação dessa nova estrutura foi aprovada em simpósio nacional dos aposentados e é vista pelo Fórum de Dirigentes e Entidades com Representantes Eleitos na Funcef como necessária para somar e fortalecer a Fundação, dinamizando e qualificando cada vez mais o serviço de recebimento de reclamações e de sugestões, em busca da satisfação dos participantes.

A avaliação é de que, se for implantada, a Ouvidoria se somará aos avanços conquistados nos últimos anos pelos associados da Funcef. Isso está expresso na Coordenação de Relacionamento instituída em 2003, depois transformada em Gerência de Atendimento, podendo agora desembocar na criação da Ouvidoria.

Na reunião desta quinta-feira, foi feito um relato sucinto acerca da recente visita que conselheiros e diretores eleitos fizeram à Ouvidoria da Petros, fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobrás. Até agora, a Petros é a única entidade fechada de previdência complementar do país que instituiu uma Ouvidoria, subordinada ao seu conselho deliberativo.

Hidrelétrica de Belo Monte
Outro destaque da pauta foi a participação da Funcef no consórcio Norte Energia, que arrematou a licença para construir a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Essa participação foi aprovada pela Diretoria Executiva em 7 de julho e corresponderá diretamente a R$ 163 milhões, equivalentes a 2,5% do patrimônio da empresa, e, indiretamente, com 1,25% - equivalente a 25% de sua participação como cotista da Fip Cevix, que participará com 5%. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará até 80% das obras do empreendimento, com prazo total de 30 anos.

A apresentação sobre o projeto Belo Monte foi feita pelo diretor de Investimentos da Funcef, Demósthenes Marques. Ele disse também que, em relação a essa futura hidrelétrica, há fortes preocupações com os aspectos socioambientais. Para isso, segundo ele, houve alteração do projeto original e redução da potência assegurada. Assim foi feito para garantir a preservação do curso original do rio e de todo ecossistema ao seu redor, formando em consequencia a segunda menor área alagada por mega-watt gerado em todo o sistema hidrelétrico brasileiro. O projeto de Belo Monte destinou ainda um orçamento de R$ 3,5 bilhões para ações socioambientais na região, além de mais de R$ 1 bilhão em programas do governo federal.


 

 
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