A ABRAPP está inteiramente convencida da importância de um maior investimento em educação para o crescente fomento de nosso sistema e atua conforme essa convicção, disse na última sexta-feira o Vice-presidente José Ribeiro Pena Neto, ao participar em São Paulo do Seminário de Educação Previdenciária e Financeira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, evento que se repetiu ontem no Rio de Janeiro, promovido pela PREVIC – Superintendência Nacional da Previdência Complementar. Para Pena Neto, esse esforço educativo se mostra relevante tanto quando se volta para o participante de plano e a sociedade em geral, quanto nas muitas situações em que o alvo são os dirigentes e profissionais de fundos de pensão e o que se busca é a crescente qualificação dos que trabalham neles.
Pena Neto citou como exemplo dessa ênfase na educação o fato de o programa de treinamento da ABRAPP ter encerrado o primeiro semestre com 13 eventos realizados e 321 participantes, que ao avaliarem a programação deram nota média de 8,87, numa escala até 10, aos cursos promovidos. Ele também citou, na qualidade de diretor-executivo do ICSS, que o Instituto já recebeu 160 inscrições no processo de certificação por experiência.
O diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos (Diace) da PREVIC, Edevaldo Fernandes, destacando a importância da integração entre o Estado e as entidades fechadas de previdência complementar, defendeu um posicionamento de melhor entendimento, nesse momento inicial, sobre as necessidades e demandas das entidades, para que “a educação previdenciária se consolide nesse nosso cenário”.
Ressaltou também a importância do tema não só para a autarquia, mas também para o Governo e para o Ministério da Previdência Social. Exemplificou lembrando que o COREMEC (Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização), órgão integrado pela PREVIC, já discute o assunto há quatro anos. O nível de educação afeta diretamente os mercados financeiros, de capitais, de seguros, de previdência, e é papel do Estado oferecer uma política pública de fomento e incentivo à educação financeira, observou.
O seminário contou com o relato de entidades que já desenvolvem projetos de educação, ficando ainda mais claro para os presentes que a principal razão do desenvolvimento de esforço na área deve ser mesmo o maior esclarecimento dos trabalhadores, já que os gastos envolvidos superam a economia feita com a dispensa do envio do relatório anual impresso aos participantes. Ficou ainda mais evidente também a necessidade de se persuadir o público-alvo de que suas escolhas atuais terão impacto direto sobre a qualidade de vida futura, ao lado da importância de se envolver nesse empenho de convencimento a família dos participantes, usando para isso os meios de comunicação impressos e eletrônicos, como site, jornal, e-mail, página de bate-papo e coluna fixa no jornal da patrocinadora.
Em São Paulo, o evento aconteceu na Fundação CESP. No Rio de Janeiro, o seminário ocorreu ontem na Previ/BB, Praia de Botafogo n.º 501 – Botafogo.