Banqueiros apresentaram posição em mesa temática realizada nesta terça-feira, em SP. Debate prosseguirá depois de concluída campanha salarial 2010
Na retomada das negociações da mesa temática de terceirização com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), realizada nesta terça-feira, dia 27 de julho, em São Paulo (SP), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) concordou em construir uma alternativa que reverta os processos de terceirização em algumas áreas do sistema financeiro do país.
Os banqueiros propõem que, inicialmente, esse processo seja feito em apenas uma área, ainda a ser definida. Posteriormente, bancos e trabalhadores avaliariam outros setores em que a terceirização poderia ser revista. Em contraposição, a representação dos trabalhadores defendeu a necessidade de saber o quanto antes a área em que os bancos aceitam iniciar o processo, para permitir a análise do movimento sindical bancário sobre o tema.
Outro ponto a ser discutido é o instrumento jurídico a ser utilizado na implantação. A proposta dos banqueiros é por meio de um acordo coletivo por adesão. O que isto significaria? Basicamente o seguinte: os bancos teriam a opção de não assinar o acordo e manter a terceirização.
Para os bancários, o compartilhamento de informações é fundamental para o processo de negociação. Foi feita a avaliação de que saber o máximo possível de informações sobre a área escolhida, como número de funcionários e processos de trabalho envolvidos, por exemplo, possibilitará uma maior ponderação sobre o impacto da reversão da terceirização.
A Contraf/CUT avalia ainda que a transparência valoriza o processo democrático de negociação coletiva, possibilitando ainda uma discussão mais equilibrada acerca de um de problema que afeta milhares de trabalhadores.
Foi acertado também que as negociações das mesas temáticas serão suspensas no decorrer da campanha salarial 2010, mas os bancos assumiram o compromisso de marcar uma nova data assim que ela for concluída.